Mundo
Verão mais mortal na Europa com temperaturas extremas
O continente europeu foi atingido, nos últimos meses, por várias ondas de calor. As temperaturas elevadas provocaram perto de 50 mil mortes e tornaram o verão de 2026 o mais mortal da Europa, desde o início do século.
Segundo dois estudos da revista científica Nature Health, terão morrido quase 50 mil pessoas devido ao calor extremo – o valor mais alto dos últimos 26 anos. Estima-se que dois terços destas mortes estão associados às alterações climáticas, que agravam a intensidade e a duração das ondas de calor.
O número, segundo dois estudos divulgados esta sexta-feira, é substancialmente superior ao dos piores anos anteriores, 2003 e 2022.
“As mudanças climáticas antropogénicas estão a aumentar a frequência e a intensidade do calor extremo, com grandes implicações para a saúde da população”, referem os investigadores.
O calor raramente é apontado como causa direta de morte, mas as alterações climáticas podem explicar mais de metade dos óbitos em excesso deste verão. No estudo foram analisadas 854 cidades europeias e concluiu-se que 32,6 mil mortes, ou seja 65 por cento, estão associadas ao aquecimento global provocado pelas atividades humanas.
“Podemos afirmar com bastante confiança que o verão de 2026 provavelmente foi o mais letal já registado em relação às mortes causadas pelo calor em grande parte da Europa”, afirmou Clair Barnes, investigadora do Imperial College London e uma das autoras do estudo.
A investigadora explicou ainda que estes números são “um lembrete contundente de que os nossos verões mais quentes e extremos estão a ter um impacto cada vez mais grave na saúde pública”.
No total, estimam-se 50.391 mortes associadas ao calor. Itália, França, Espanha, Alemanha e Reino Unido foram os países mais afetados. Em Portugal estima-se que o calor tenha causado 476 mortes.
Entre as 14 cidades portuguesas em análise, Lisboa apresentou o maior número estimado de mortes relacionadas com o calor: 201 óbitos, dos quais cerca de 97 são atribuídos às alterações climáticas. Segue-se o Porto, com 98 mortes estimadas, incluindo 53 atribuíveis ao aquecimento global.
O sul da Europa foi, de facto, onde se registou o maior número de óbitos e a maior taxa de mortalidade associada ao calor. E, segundo a investigação, os idosos foram os mais afetados.
O período mais crítico foi entre meados de junho e o início de julho, altura em que as temperaturas ficaram 5 graus acima da média.
A análise faz parte de dois artigos, revistos por pares, publicados na revista “Nature Health”, feitos por cientistas do “Imperial College London” e da “London School of Hygiene & Tropical Medicine”, que analisaram 854 áreas urbanas que representam cerca de 40 por cento da população dos trinta países estudados, os 27 da União Europeia, o Reino Unido, a Noruega e a Suíça.
A Europa é o continente que está a aquecer mais rapidamente no planeta. Em 2026, estava cerca de 2,5 graus Celsius mais quente do que num clima pré-industrial, enquanto o aquecimento médio global ronda 1,5 graus.
O número, segundo dois estudos divulgados esta sexta-feira, é substancialmente superior ao dos piores anos anteriores, 2003 e 2022.
“As mudanças climáticas antropogénicas estão a aumentar a frequência e a intensidade do calor extremo, com grandes implicações para a saúde da população”, referem os investigadores.
O calor raramente é apontado como causa direta de morte, mas as alterações climáticas podem explicar mais de metade dos óbitos em excesso deste verão. No estudo foram analisadas 854 cidades europeias e concluiu-se que 32,6 mil mortes, ou seja 65 por cento, estão associadas ao aquecimento global provocado pelas atividades humanas.
“Podemos afirmar com bastante confiança que o verão de 2026 provavelmente foi o mais letal já registado em relação às mortes causadas pelo calor em grande parte da Europa”, afirmou Clair Barnes, investigadora do Imperial College London e uma das autoras do estudo.
A investigadora explicou ainda que estes números são “um lembrete contundente de que os nossos verões mais quentes e extremos estão a ter um impacto cada vez mais grave na saúde pública”.
No total, estimam-se 50.391 mortes associadas ao calor. Itália, França, Espanha, Alemanha e Reino Unido foram os países mais afetados. Em Portugal estima-se que o calor tenha causado 476 mortes.
Entre as 14 cidades portuguesas em análise, Lisboa apresentou o maior número estimado de mortes relacionadas com o calor: 201 óbitos, dos quais cerca de 97 são atribuídos às alterações climáticas. Segue-se o Porto, com 98 mortes estimadas, incluindo 53 atribuíveis ao aquecimento global.
O sul da Europa foi, de facto, onde se registou o maior número de óbitos e a maior taxa de mortalidade associada ao calor. E, segundo a investigação, os idosos foram os mais afetados.
O período mais crítico foi entre meados de junho e o início de julho, altura em que as temperaturas ficaram 5 graus acima da média.
A análise faz parte de dois artigos, revistos por pares, publicados na revista “Nature Health”, feitos por cientistas do “Imperial College London” e da “London School of Hygiene & Tropical Medicine”, que analisaram 854 áreas urbanas que representam cerca de 40 por cento da população dos trinta países estudados, os 27 da União Europeia, o Reino Unido, a Noruega e a Suíça.
A Europa é o continente que está a aquecer mais rapidamente no planeta. Em 2026, estava cerca de 2,5 graus Celsius mais quente do que num clima pré-industrial, enquanto o aquecimento médio global ronda 1,5 graus.